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APUROLFATO EXPERIENCE

 

Este treinamento foi preparado com a finalidade de ajudar pessoas que tiveram perda de olfato ou aquelas que querem aperfeiçoar este sentido através de exercícios.

O objetivo do treinamento é conectar o olfato com a parte do cérebro que identifica o odor. Por esta razão, a seleção dos cinco ingredientes que acompanham o kit é formada por cheiros bastante familiares, os quais normalmente já temos em nossa memória olfativa.

 

Ao cheirar a fita olfativa, concentre-se no odor descrito, mesmo que ainda não esteja sentindo nada no momento.

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O KIT CONTÉM: 5 óleos aromáticos, 50 fitas olfativas e Instruções de uso

PREPARAÇÃO & PROCEDIMENTO

1. Procure um ambiente calmo e livre de cheiros para que haja mais concentração.

2. Destaque as fitas olfativas com as mãos limpas, livre de qualquer cheiro, para que não haja contaminação.

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 3. Abra o frasquinho a ser avaliado, mergulhe a fita no líquido (cerca de 1 cm) e feche rapidamente o frasco, para impedir a evaporação e evitar acidentes.

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4. Cheire a fita, posicionando-a a 1 ou 2 dedos de distância do nariz. Em seguida, dobre a fita logo abaixo da parte molhada (tomando o cuidado para não tocar nesta parte), para evitar que o produto não fique em contato com a superfície onde a fita será colocada.

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6. Para começar a estimular o olfato, mesmo que não esteja sentindo nada, concentre-se no cheiro que sua memória olfativa busca. Por exemplo, se for canela, tente lembrar de comidas nas quais você sentia aquele cheiro, como canjica ou arroz doce. Tente estimular e buscar a sensação daquele cheiro (conforto, alegria, tristeza, vontade de chorar).

7. Repita a etapa de cheirar por várias vezes e volte a avaliar novamente, de hora em hora, para que possa estimular o olfato ou descobrir as múltiplas facetas do ingrediente.

5. Escreva o nome do ingrediente na fita para que possa usá-la várias vezes.

O treinamento olfativo é recomendado para todos os tipos de perda persistente de olfato, incluindo resfriados, infecção por vírus e acidentes em que a perda temporária do olfato e paladar é comum e geralmente se recupera depois de algum tempo.

GUIA PERSONALIZADO

 

Pegamos o melhor do treinamento olfativo e incluímos em nosso breve guia ilustrado para você começar e registrar seu progresso com o treinamento ao longo do tempo.

CANELA: Odor bastante rico e muito familiar que faz parte da culinária brasileira. Usada desde a antiguidade como um dos mais importantes ingredientes aromáticos. Na aromaterapia é indicado em resfriados, impotência e estresse.


 

CAPIM-LIMÃO: Também conhecido como erva-cidreira e capim-santo. Além de ser utilizado na culinária, seu odor traz memórias da infância, como os chás preparados pelas mães, o que o torna bastante familiar. Revigorante, estimulante e acalma o sistema nervoso central.


 

CARAMELO: odor intenso, bastante familiar. Lembra açúcar queimado, maçã do amor, pipoca doce. Estimula o olfato e o paladar.
 

CRAVO: odor intenso e muito familiar que faz parte da culinária brasileira. Para alguns, pode lembrar o cheiro de consultório dentário. Na aromaterapia é indicado para estimular o sistema respiratório, atua como um energético e estimulante.


 

LAVANDA: Também conhecida como alfazema, seu odor aromático e canforado faz parte da cultura brasileira. Na aromaterapia atua como estimulante do sistema respiratório, relaxante da mente, calmante das emoções e cansaço.

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OS ÓLEOS AROMÁTICOS

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FAQ

 

1) É seguro cheirar óleos aromáticos?

Sim, é seguro. No entanto, você deve fazer o treinamento do olfato com moderação apenas duas vezes por dia. Cheirar os óleos na fita olfativa ao invés de diretamente no vidro reduz sua exposição direta aos óleos e permite que você possa voltar a avaliar os cheiros ao longo do dia.

 

2) Como eu devo guardar meu kit?

Recomendamos armazenar em local fresco e arejado evitando a exposição solar.

 

3). Quanto tempo leva para ver os resultados?

O progresso difere muito entre as pessoas. Estudos demonstraram que muitas pessoas veem os resultados de 2 a 3 semanas após o início do treinamento. Quanto mais você praticar, melhores serão suas chances de ver os resultados.

 

4). Qual a razão do uso de canela, capim-limão, caramelo, cravo e lavanda?

Esses odores oferecem uma ampla gama de aromas e são também muito comuns na vida cotidiana dos brasileiros, facilitando assim a recuperação do olfato através de memórias olfativas.

 

5). Por que usar a fita olfativa ao invés de cheirar diretamente do frasco?

O papel técnico das fitas olfativas permite que o óleo seja absorvido e liberado lentamente. Eles preservam o óleo, tornando-os ideais para o treinamento do olfato e evitando o contato direto com o nariz, pois os óleos podem causar irritação ou reações na pele.

OBSERVAÇÕES

O treinamento olfativo é recomendado para todos os tipos de perda persistente do olfato, incluindo resfriados, infecção por vírus e acidentes em que a perda temporária do olfato e paladar é comum e geralmente se recupera após algum tempo.

CUIDADOS

Por favor, leia as instruções e siga as orientações cuidadosamente.

- Mantenha esse produto distante de fontes de luz ou calor (radiação, forno de micro-ondas, fogo, luz solar direta etc.).

- Remova a tampa de segurança, mas sem forçar. Tenha certeza de tampar de maneira apropriada (cada tampa em seu recipiente) para que não haja interferência nos odores.

- Estes recipientes contêm soluções estabilizadas com validade aproximada de 6 meses. Além disso, os produtos podem ser ainda cheirados, mas podem ter seus odores alterados. Guardar em local fresco, seco e protegido da luz, para conservar suas propriedades por mais tempo.

GLOSSÁRIO

 

ACOMODAÇÃO OLFATIVA É a condição do sentido do olfato de se acostumar a uma fragrância em particular e não mais percebê-la.

 

ADOCICADO Refere-se às fragrâncias que apresentam notas orientais, balsâmicas ou gourmand. Algumas empresas empregam esse termo para classificar a família olfativa dos perfumes orientais.

 

AGEUSIA Termo médico utilizado para descrever qualquer diminuição ou alteração do paladar, que pode aparecer logo desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida, devido a infecções, uso de determinados medicamentos ou devido a tratamentos agressivos, como quimioterapia.

 

AGRESTE Odor agradável e aromático, que inclui as notas de ervas aromáticas, como lavanda, artemísia, sálvia ou tomilho, entre outras.

 

ANOSMIA Ausência de percepção de odores. Ela pode ser parcial, devido a algum problema do órgão nasal, eletiva, em razão de uma incapacidade de perceber certos odores, ou total.

 

AROMA Sinônimo de fragrância. Mas esse termo é adotado de forma errônea no linguajar da Perfumaria. Sua utilização é reservada ao domínio alimentar. É a propriedade sensorial perceptível pelo órgão olfativo via retronasal durante a degustação.

 

AROMACOLOGIA Estudo da influência e do efeito dos odores no indivíduo.

 

AROMATERAPIA Uma das práticas mais antigas da humanidade. Os egípcios já a executavam em seus templos e, em especial, a fumigação. Também os indígenas brasileiros esfregavam seus corpos com plantas aromáticas. Medicina alternativa que consiste em cuidados pessoais à base de óleos essenciais por meio de massagens, infusão ou inalação.

 

AROMÁTICO Sinônimo de fougère, esse termo designa certas plantas ou ervas aromáticas adotadas pela Perfumaria. Entre elas, lavanda, sálvia, manjericão e alecrim.

 

BLIND TEST Ou teste cego. Operação que consiste no julgamento de um grupo de pessoas para uma nova criação olfativa. No processo são apresentados vários perfumes, incluindo as novas criações. Nomes e todas as características exteriores ficam escondidos a fim de garantir a imparcialidade do julgamento.

 

CANELA (cinnamomum zeylanicum) faceta especiada quente

Muito usada em perfumes especiados e orientais por sua faceta adocicada, quente e um pouco úmida. Uma das mais antigas espécies conhecidas pelo homem, já era adotada na China dois mil anos antes de Cristo. O óleo de suas folhas tem um odor diferente do de sua casca, lembrando cravo-da-índia. Já o de suas raízes tem cheiro mais canforado e terroso.

 

CAPIM-LIMÃO (cymbopogon citratus) faceta cítrica

Também chamado capim-cidreira, erva-cidreira ou capim-santo. É uma planta herbácea, nativa das regiões tropicais da Ásia, da África, da Índia e do Brasil. A qualidade do óleo é geralmente determinada pelo conteúdo do citral, aldeído responsável por seu odor. Usado em colônias, notas cítricas e florais, promove nuances cintilantes e borbulhantes, trazendo frescor e naturalidade às composições.

 

CARAMELO Uma verdadeira delícia olfativa. Seu odor remete ao caramelo, com uma faceta incrivelmente cremosa, doce frutada lembrando por vezes uma compota de frutas, baunilha, algodão doce ou açúcar queimado. Seu uso se consagrou na Perfumaria com o lançamento de Angel de Mugler e no Brasil com Egeo Dolce de O Boticário.

 

CRAVO-DA-ÍNDIA (eugenia caryophylatta) faceta especiada quente

A essência de cravo da índia é obtida pela destilação de seus botões secos. A planta cresce na Malásia, em Zanzibar e em Madagascar. Seu óleo tem notas da flor de cravo, florais e especiadas, especialmente aquelas associadas à nota de rosa. O óleo também pode ser extraído de suas folhas, que contém maior quantidade de eugenol.

 

EVAPORAÇÃO Passagem do estado líquido ao gasoso acompanhada por uma liberação odorante: A rapidez da evaporação depende do caráter mais ou menos volátil da substância considerada.

 

FADIGA OLFATIVA Ver também acomodação olfativa. É a condição do sentido do olfato quando exposto a muitas fragrâncias ao mesmo tempo, não sendo mais possível identificá-las.

 

FAMÍLIA OLFATIVA Classificação de perfumes segundo sua característica olfativa principal e as matérias-primas utilizadas. Um perfume pode pertencer a uma família e, ao mesmo tempo, apresentar características de outra, de acordo com as inflexões de suas subcategorias. Podemos falar, por exemplo, de um perfume com estrutura oriental e notas amadeiradas. Vale lembrar que na classificação o que prevalece é sempre o bom senso.

 

FANTOSMIA Termo médico usado quando uma pessoa sente o cheiro de algo que não está realmente presente. Também conhecida como alucinação olfativa.

 

FITA OLFATIVA Também conhecida como blotter, é uma tira de papel absorvente, geralmente estreito, com cerca de 15cm de comprimento. Nela, as amostras de perfume são colocadas para avaliação. Sua função é técnica e permite que a evaporação dos ingredientes da fragrância seja observada nas suas diferentes etapas, sem alteração.

 

FRESCOR Sensação provocada por diferentes matérias-primas, como os odores cítricos, a lavanda, as notas verdes e as florais leves. Essa é uma conotação extremamente importante para as fragrâncias no Brasil, especialmente devido ao clima tropical.

 

HIPOSMIA Refere-se a uma diminuição da capacidade de cheirar.

 

HIPEROSMIA Relativo ao aumento da habilidade olfativa.

 

INTENSIDADE A de uma composição perfumada depende da força, da tenacidade e da aliança de cada matéria-prima que constitui a fragrância.

 

LAVANDA faceta aromática alavandada

A palavra lavanda vem do latim lavare, que significa lavar. Dentre cerca de 70 espécies, três são as mais adotadas pela Perfumaria, e a região da Provença, na França, é o epicentro da produção. As mais utilizadas são a lavandula angustifolia (ou lavandula officinalis), a lavandula latifolia ou a mais canforada, lavandula stoechas, que cheira a alecrim. Ela é a base das combinações aromáticas em harmonia com notas amadeiradas. No Brasil também é conhecida como alfazema. Faz parte das nossas raízes culturais, sendo notadamente feminina e preferência absoluta em termos de fragrâncias de baixa concentração do tipo pós-banho.

 

LEVE A qualidade de não ser pesado nem dominante, sinônimo de frescor. As notas leves de uma fragrância estão relacionadas aos ingredientes frescos, cítricos, florais, frutais e verdes. Tais composições praticamente não têm elementos doces ou balsâmicos.

 

LINEAR Utiliza-se esse adjetivo para descrever um perfume que apresenta as mesmas características olfativas do começo ao fim de sua evaporação. Pode, ainda descrever um perfume construído em torno de um único acorde ou nota, cujo cheiro revelado na saída se desenvolve até o final.

 

MEMÓRIA OLFATIVA Faculdade pela qual o cérebro retém as lembranças de cheiros anteriormente sentidos.

 

ODOR Emanação volátil e odorífera que emana a partir de um corpo, animal ou planta, sendo percebida pelo sistema olfativo. O cheiro é uma interpretação de sinais através do cérebro, criado por sensores específicos sob a ação de moléculas potencialmente odoríferas suspensas no ar, durante a inspiração. Na Perfumaria, esse termo está associado principalmente às notas simples e às matérias-primas.

 

ÓLEO ESSENCIAL Matéria-prima aromática produzida pelas plantas (flores, botões, folhas, caules, madeira, frutos, sementes, cascas, gomas, raízes ou rizomas) por meio de diferentes métodos de extração. 

 

OLFAÇÃO Ato de aplicar o sentido do olfato. Moléculas odoríferas sobem em direção ao nariz e penetram nas fossas nasais, onde são captadas por uma mucosa forrada de milhões de células receptoras conectadas pelo bulbo olfativo. O caminho que liga o bulbo olfativo ao sistema límbico é o mais curto, sem passar pelo tálamo e o neocórtex como em outros órgãos sensoriais, indo diretamente para os centros nervosos do cérebro.

 

OLFATOMETRIA Esse termo refere-se aos métodos de medição do odor, incluindo tenacidade, volatilidade e intensidade.

 

PAROSMIA Falsa percepção dos odores. Disfunção associada ao olfato, que é caracterizada pela inabilidade do cérebro de identificar devidamente o cheiro natural de algo.

 

RECEPTOR Os receptores olfativos estão presentes nos cílios da mucosa nasal. Neles se encontram as proteínas receptoras que transmitem a informação ao bulbo olfativo, enquanto este a leva ao cérebro. Eles são neurônios que se conectam diretamente ao sistema nervoso central. 

 

RETRO-OLFAÇÃO Mecanismo fisiológico que permite sentir os aromas dos alimentos contidos na boca. O ar leva esses aromas às fossas nasais pela parte do fundo da cavidade bucal ou ele pode ser também amplificado pela aspiração de ar durante a degustação. Em particular, no estudo e na apreciação de aromas, tais como vinho, café ou azeite.

 

SINESTESIA Denota a relação de planos sensoriais diferentes: o gosto com o cheiro, ou a visão com o tato, etc. O termo é usado para descrever uma figura de linguagem e uma série de fenômenos provocados por uma condição neurológica específica. Por meio dela o perfume pode ter a onipotência de comandar os outros sentidos: ele pode gerar uma luz ou fazer vibrar um som. Charles Baudelaire menciona: “Os perfumes, as cores e os sons se correspondem”.

 

SISTEMA OLFATIVO O sentido olfativo é responsável por decodificar os estímulos físicos e os estímulos químicos odorantes no ambiente. As moléculas das substâncias evaporam e, portanto, ficam suspensas no ar, chegando ao aparelho sensorial do olfato, onde são captadas pelos receptores.